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domingo, abril 15, 2007

Sempre as velhas fotografias mexem no mais fundo dos meus sentires! A propósito de um fim de namoro, da necessidade de renovar as molduras, de novo as minhas meninas se fizeram pequenas. A praia, as bocas sujas de gelado, os olhares divertidos, os abraços fortes à volta do meu pescoço, o Baleal, tudo se faz verdade e dolorosamente hoje. Dolorosamente porque não posso tocar-lhe, voltar atrás, envolver as minhas meninas nos meus braços protegendo-as das ondas fortes, do frio do fim de tarde, dos leões marinhos que, nas histórias que então contava, surgiam para moer o juízo às focas descuidadas. Agora, já não sou capaz de as proteger e vejo-me impotente perante a vida cruel que as faz chorar.
Estou ao lado delas, sempre estarei, mas já não consigo que durmam sossegadas e seguras por me saberem perto.
Agora, há o mundo dos crescidos que é delas também. Sofrem, enfrentam ondas violentas que nem sequer trazem o cheiro forte do mar. Cheiram a desilusão, a impossibilidade, a dor intensa. Queria tanto poder resolver as mágoas delas com o meu abraço forte e as mil histórias inventadas...

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