quarta-feira, abril 04, 2007
Sim, claro que vamos jantar fora! Fechamos a porta ao vento, ao frio que insiste em incomodar a Primavera anunciada. Vamos só os dois. Ao fundo está o mar, azul-azul, salpicos de ondas de naus que já houve. Sim, já sei, não queres que proteste o desencanto do meu país, não queres que deixe a conversa resvalar para a política que me tenta e tu não queres presente. Vou fazer-te a vontade.
Vejo o mar intenso e sinto dentro de mim as emoções que navegam, soltas, oscilando em ondas de pensares relativamente correctos.
Peixe, claro! Grelhado, com ervas cheirosas, verdes cozidos, sangria de champanhe para acompanhar. Damos as mãos e esbarramos os olhares que deixamos misturar. Vemo-nos por dentro, histórias comuns, experiências únicas vividas a dois. Quantas vezes já procuramos o mar, o jantar junto à janela, a cumplicidade da noite e o perfume da sangria de bolinhas? Tantas. E, ao mesmo tempo, tão poucas. Porque é sempre excessivamente pouco o tempo de sonhar a vivência de cumplicidades amantes. Sentes a nuvem que me escurece o olhar e empurra-la para longe com uma ameijoa à espanhola que me fazes saborear. Tão boa!! Queres que acredite que com a vida é assim também, que se pode vivê-la com temperos ousados, ervas aromáticas, gostos de mar e terra, sabores de magia. Quero acreditar-te e, por isso, tento enganar a nostalgia triste que começa a invadir-me. Falo-te de saudades. Tantas! Respondes com o agora, o faz-de-conta de um momento que engana rotinas estafadas. Alinho. Porque o sargo está delicioso, o mar fantástico e as tuas mãos nas minhas me prometem o Nirvana. É uma viagem que conhecemos bem, os dois.
Rimo-nos. O Hotel de Charme aguarda-nos. O quarto morno, acolhedor, onde andou Eça também!
É Páscoa, são férias de existência, é tempo de fazer os sonhos ganharem sentido, garantes. E eu quero que sim, que seja verdade, que o amanhã não chegue e que o sargo não acabe mais...
Vejo o mar intenso e sinto dentro de mim as emoções que navegam, soltas, oscilando em ondas de pensares relativamente correctos.
Peixe, claro! Grelhado, com ervas cheirosas, verdes cozidos, sangria de champanhe para acompanhar. Damos as mãos e esbarramos os olhares que deixamos misturar. Vemo-nos por dentro, histórias comuns, experiências únicas vividas a dois. Quantas vezes já procuramos o mar, o jantar junto à janela, a cumplicidade da noite e o perfume da sangria de bolinhas? Tantas. E, ao mesmo tempo, tão poucas. Porque é sempre excessivamente pouco o tempo de sonhar a vivência de cumplicidades amantes. Sentes a nuvem que me escurece o olhar e empurra-la para longe com uma ameijoa à espanhola que me fazes saborear. Tão boa!! Queres que acredite que com a vida é assim também, que se pode vivê-la com temperos ousados, ervas aromáticas, gostos de mar e terra, sabores de magia. Quero acreditar-te e, por isso, tento enganar a nostalgia triste que começa a invadir-me. Falo-te de saudades. Tantas! Respondes com o agora, o faz-de-conta de um momento que engana rotinas estafadas. Alinho. Porque o sargo está delicioso, o mar fantástico e as tuas mãos nas minhas me prometem o Nirvana. É uma viagem que conhecemos bem, os dois.
Rimo-nos. O Hotel de Charme aguarda-nos. O quarto morno, acolhedor, onde andou Eça também!
É Páscoa, são férias de existência, é tempo de fazer os sonhos ganharem sentido, garantes. E eu quero que sim, que seja verdade, que o amanhã não chegue e que o sargo não acabe mais...
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