terça-feira, junho 12, 2007
Em breve vou partir. Quarenta e oito horas mais e estarei no avião, solta, livre, voando para a minha cidade de eleição: Londres! Quantas vezes me quiseram já convencer que Londres não é, decididamente, a melhor cidade do mundo? Sugerem-me Praga, Rio de Janeiro, Estocolmo, até Viena. Mas eu não me rendo. Das muitas cidades que conheço, e apesar da paixão que senti por Amesterdão, Londres continua sendo a minha preferida. Pela diversidade de culturas, pelo movimento silencioso, pela abundância de espaços verdes, pelas terríveis histórias que descubro em cada monumento, pela ousadia, pela intensidade, pelo olhar sobranceiro dos ingleses também. Sim, sei que são peneirosos, snobs, convencidos, com a mania da superioridade mas, para mim, são autênticos e justificam a sua diferença. Acho fantástica a forma como conseguiram manter a libra – euros? No, just pounds! – ouvi por diversas vezes em lojas inglesas. São diferentes, sim. Talvez por serem uma ilha, por estarem de facto desligados fisicamente da Europa, são um povo fantástico. Há uma frase conhecida, publicidade talvez?, que afirma “Ali eu fui feliz”. Também eu fui ali, em Londres, imensamente feliz! Quantas recordações… O Swan, a Serpentine, o Hempel, a fé na mudança e na felicidade…Enfim. Vou para lá, uma vez mais, numa fuga rápida, com amigos, com espaço para as gargalhadas, para as barbaridades, para as transgressões. Com amigos verei, uma vez mais, a Torre de Londres, entrarei no Madame Toussaud e cruzarei a Oxford Street. Com eles, olharei o mundo de Piccadily e lembrarei os Beatles. No Madame Toussaud’s, não desisto da ideia, quero tirar uma fotografia ao lado do Mourinho. Se há um português famoso, porque não valorizá-lo? Na minha sala, que começa a escurecer, encanto-me com a facilidade com que uma viagem, ainda que breve, pode colorir a existência, iludir a realidade.
Agora, a tristeza - tanta!, as desilusões – demais!, a solidão – excessiva!, ficam trancadas no fundo do baú das inutilidades.
Agora, a tristeza - tanta!, as desilusões – demais!, a solidão – excessiva!, ficam trancadas no fundo do baú das inutilidades.
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