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segunda-feira, julho 02, 2007

Bélgica: um grande prato de caldo verde, morno, ainda por cima. Foi assim que vi este país que mal conhecia. Verde, plano, água e casas castanhas, tal qual o chouriço industrial num caldo verde de má qualidade.
Bruxelas uma cidade grande. Só. Apenas a Praça Real, a Grosse Market e a Rue des Bouchers me consolou. Lá, na Rue des Bouchers, comi as moules, com frites, e uma mousse de chocolate hiper-calórica pela qual me sentirei eternamente culpada... Em Bruxelas vi mendigos. Com cães, mendigos também. Muitos árabes, muitos japoneses, senhores engravatados (deputados?) e um menino famoso a fazer xi-xi com a pilinha de fora e muitos mirones a fotografar. Fotografei também. Noutra esquina uma menina, fazendo o mesmo, igualmente muito fotografada. Perto, o Tintim tentava fugir escalando um prédio...
Mas gostei de Bruges. Da cidade medieval, do café quente num dia chuvoso, do passeio pelos canais, do brilho real do Colégio da Europa! Gostei, também, de Antuérpia. Da casa de Rubens, da Catedral de São Paulo, das montras de diamantes, das carnes grelhadas como na Argentina, do senhor que, ao vender-me os postais, disse "Obrrigada! Eu gosto de Porrrtugal!" Fiquei tão contente por ele falar português (porrrtuguês) que me esqueci de lhe dizer que só gosta de Portugal porque vive longe...
Durante estes dias, reli Orgulho e Preconceito. E chorei, também.
Voltei. Com esperança na mudança europeia, disposta a mais um esforço para ajudar este país a fazer sentido.

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