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quinta-feira, julho 26, 2007

Está uma noite morna, calma, promissora de um novo dia de calor. Estou na varanda, sozinha, espreitando o mar que, ao contrário do que acontecia na minha infância de férias em Albufeira, não está salpicado de luzes. Em miúda, na varanda da casa do Cabrita, como sempre ouvi chamar-lhe, via o mar cheio de luzes e pensava que o céu tinha caído. Imaginava anjos a soltar a cortina do céu cobrindo com ela o mar e, assim, as luzinhas que via não eram de barcos, sequer de pescadores, mas de sereias que, sentadas nos bicos das estrelas, tomavam banho no mar calmo e escuro.
Hoje já não acredito em sereias. Nem em estrelas, menos ainda em anjos. No mar que vejo da varanda deste hotel há escuridão apenas. Lá em baixo, na praia, há música e animação, o espaço nobre do Algarve da moda, o Sasha, a perturbar a tranquilidade da noite morna. Estou com o computador no colo, às escuras, e tento resistir ao sonho que insiste em tomar conta de mim. Ergo um muro forte, quero ser humana só. Quero saber que o mar é mar, que as pessoas dançam, que é Verão. Quero não encontrar lugar para a tentação do devaneio, para as chegadas de sonho que sempre me fazem solitária companhia...

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