quarta-feira, agosto 15, 2007
"Enquanto Salazar dormia". Foi o Domingos Amaral quem escreveu, eu devorei a leitura. Ultimamente, num ultimamente já muito comprido, não tenho gostado da maioria das obras dos escritores jovens portugueses: Pedro Paixão, Possidónio Cachapa, Mafalda Belmonte, Margarida Rebelo Pinto, etc... são escritas que me agridem, me irritam mesmo. Eles, homens, porque parecem sempre forçar uma originalidade que não possuem; elas, mulheres, porque exploram a aberração, maltratanto a sensualidade, a essência feminina também. Depois, ambos cultivam o palavrão, a ordinarice, e isso chateia-me. Ah!! Como me chateia a vulgaridade! Sim, é Portugal... mas, mesmo consciente dessa evidência, não resisto a ficar chateada. Assim, vou evitando estes escritores e procuro, sempre, os clássicos ou os estrangeiros.
Bom, tenho de fazer aqui uma pausa explicativa: - GOSTO, e muito, da escrita de Miguel Sousa Tavares, de Helena Marques e, embora menos..., de Agustina. Mas, tirando estas excepções, acho, sinceramente, que a literatura portuguesa da actualidade será, um dia, catalogada como "Período de mediocridade marcada por um mediatismo e vulgaridade gritantes". Dito o indispensável, fico feliz por poder dizer que me deliciei com o que o Domingos Amaral conta que acontecia em Portugal enquanto Salazar dormia. Espiões, políticas ardilosas, mulheres, suspense. A forma, a escrita, fácil, apelativa, correcta e apetitosa. Vou procurar TUDO o que o Domingos escreveu porque, ainda por cima, até aposto que nunca mais aconteceu nada de tão interessante em Portugal durante o sono dos leaders. Agora, por exemplo, enquanto os nossos governantes dormem, nós aproveitamos para pedir a todos os santinhos que não voltem a acordar!!
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