segunda-feira, agosto 06, 2007
Eu bem tento desligar. Fecho-me no ar livre da Serra, converso com os meus cães, vigio a gravidez da gata, vou apanhar peras para doce, sujo-me com as deliciosas framboesas, encho os comedouros dos pardais e finjo que não há mundo.
Mas o mundo insiste em intrometer-se! Vou à bica e encontro olhares desiludidos, cruzo conversas revoltadas, esbarro com expressões feitas de orgulho mal-cheiroso.
Queria desaparecer.
De verdade mesmo! Se há tempos sonhava amar, ousar, misturar experiências e tecer cumplicidades, agora sonho emigrar. De vez! Este país não me diz nada. Este governo envergonha-me, humilha-me, agride-me.
Hoje, à porta de uma das relativamente grandes superfícies da minha cidade, um miúdo triste vendia pensos, rápidos, garantia. Um euro senhora... Comprei muitos e perguntei-lhe, depois, se também os vendia para colar em almas desfeitas. Acho que não me entendeu... Mas sorriu. Sorriu e fez-me chorar. Quero sair daqui!!
Mas o mundo insiste em intrometer-se! Vou à bica e encontro olhares desiludidos, cruzo conversas revoltadas, esbarro com expressões feitas de orgulho mal-cheiroso.
Queria desaparecer.
De verdade mesmo! Se há tempos sonhava amar, ousar, misturar experiências e tecer cumplicidades, agora sonho emigrar. De vez! Este país não me diz nada. Este governo envergonha-me, humilha-me, agride-me.
Hoje, à porta de uma das relativamente grandes superfícies da minha cidade, um miúdo triste vendia pensos, rápidos, garantia. Um euro senhora... Comprei muitos e perguntei-lhe, depois, se também os vendia para colar em almas desfeitas. Acho que não me entendeu... Mas sorriu. Sorriu e fez-me chorar. Quero sair daqui!!
Comments:
Enviar um comentário