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domingo, agosto 12, 2007

"Eu não sou eu, nem sou o outro. Sou uma ponte de tédio que vai de mim, para o outro" - Mário de Sá-Carneiro a conversar comigo, intruso sempre, nesta noite que a insónia faz comprida. Olho o tempo dos homens - 12 de Agosto, 04.23h - e lembro que Torga faz anos. Parabéns ao escritor, ao Poeta!, ao criador que admiro. Sonho que sonho que estou a sonhar. E acordo com vontade de conversar, de ler, de dizer à noite que não lhe ligo nenhuma e não cumpro a sua imposição: Não durmo! No meu sonho - meio sonho - sonho sonhado, falava inglês num role playing, ou no pedagogicamente correcto "jogo de papéis" (como se isso fizesse algum sentido), e havia quem brincasse também na descoberta de saber. Havia depois, na escola?, turmas a distribuir e eu via sem ver, no tal sonho-sonhado, gente (professores??) falando em modles, em exercícios on line, em aprendizagens apregoadas modernas porque se recorre ao computador. Portátil, claro! Ria eu, no sonho-sonhado, descrente da máquina que formata, perguntando qual é a tecla que provoca o sonho, qual o teclar para desenvolver das emoções e da criatividade... E vinham respostas que chocavam com Sá-Carneiro, em Paris olhando o Sena, Suicido-me aqui? Não, falta o smoking, ridicularizando as aprendizagens no modle. Ele também! Torga não queria bolo de anos. Poupem-me ao soprar das velas, tantas!, faço 100. Dêem-me de presente um Portugal diferente. Essencial. Feito da terra e de homens. Mulheres também.
Sacudo o sonho, o tal sonho - meio sonho - sonho sonhado e venho conversar com o outro. O eu também, ou a ponte de tédio que me assalta e não deixa dormir.

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