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domingo, agosto 26, 2007

Fui apanhar beldroegas. Andei na horta, o Fred protestando por não poder entrar, e arranquei muitos pés da erva que dá uma sopa deliciosa. Vim para casa e, com a paciência possível (é pouca) , pus-me a arrancar folha a folha dos pezinhos compridos. Ao mesmo tempo, porque a minha alma não se compadece de cabeça vazia... fui desfolhando momentos. Viveres. Eram os anos da minha filha. 25! que velha estou... quando nasceu, bebé horrível de pés grandes e uns ridículos 2,100kg de peso, a minha vida mudou para sempre. Era ela o centro, o motivo de existir, a razão dos sorrisos, a causa das noites mal dormidas. Hoje, Senhora Doutora, Advogada de um escritório onde a estimam, olho-a mulher e não percebo o que aconteceu ao meu bebé. Devia ser possível arquivar momentos, congelá-los como vou fazer com as folhas das beldroegas tão difíceis de arranjar. Depois, quando as saudades apertassem, podia sempre fazer uma sopa de memórias, ainda que a ornamentasse com folhas de beldroegas...

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