quarta-feira, setembro 05, 2007
Cheguei da dança, Quick-step!, e instalei-me no meu canto. Na minha cabeça há um turbilhão de ideias, nos meus sentires um monte de desejos.
Não consigo perceber este mundo que, ainda que à força e contrariada, integro! Democracia?? E pode haver democracia quando se obrigam as pessoas a assumir cargos que não desejam exercer? E faz sentido votar em quem desesperadamente pede para não ser eleito/a?! Olho o que se desenrola e me atinge, supreendo-me, indigno-me e revolto-me. Para mim, só devia ser eleito aquele que se candidata! Faria sentido votar para Presidente da República em todos os portugueses que reunissem as condições para se candidatarem? Não me parece... Ao mesmo tempo, crescem ódios, invejas (que sempre causam movimento excessivo aos olhos), desconfianças, desentendimentos. Os espaços de reunião, de trabalho, tornam-se arenas de combate e é o salve-se quem puder! É assim na minha Escola...
Eu queria tanto que as coisas fossem diferentes... Queria poder conversar mesmo, versar em conjunto, não usar as palavras apenas como balas de uma guerra que está a fazer feridos graves.
Devia ir-me deitar. Esquecer. Seguir o cartaz enorme que a minha filha me afixou bem em frente do computador "PROIBIDO OPINAR, TER IDEIAS PARA A ESCOLA; FAZER PROJECTOS; SUGERIR ; FALAR NAS REUNIÕES!". Eu prometi cumprir, mas não vou conseguir.
É tarde, estou cansada, tomei um duche bom, tenho uma caneca cheia de leite gelado, devia ir para a cama orientar sonhos e, em vez disso, estou aqui a assistir a mais uma insónia que se prepara.
Por isso, vem daí comigo. Vem dizer que a minha camisa de noite de bordado inglês é linda, vem falar-me de mar, de cidades de ser-se feliz, de caminhadas pela minha serra e das habilidades dos meus bichos. Afasta os fantasmas reais, deixa-me fazer do teu ombro a minha almofada, deixa que os sentires nos levem para aquela dimensão sensível que provoca ciúmes aos anjos...
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