quinta-feira, setembro 13, 2007
A vida não me dá tréguas. Depois de um dia bom, à noite a morte do Vodka! Era um cão lindo, preto, alguns cabelos brancos já, quase oito anos, cheio de energia ainda.
Quando era pequeno, o Vodka fazia muitas asneiras... Como daquela vez em que arrancou do estendal, e destruiu, o meu fato lindo comprado propositadamente para a apresentação do meu primeiro livro. Mas agora, já adulto, era um vigilante atento, olhos de ternura negra, uma cauda imparável a provocar os meus gritos da manhã NÃO ME SUJES! SAI DAQUI, CHATO!! Vou ter saudades deste chato. Já tenho saudades dele!!
Eu sei, racionalmente sei, que tudo tem um fim, que os animais, como as pessoas, um dia morrem. Mas os meus sentires recusam estas verdades e, por isso, o meu sofrimento é intenso. O desaparecimento do Vodka marca também o fim de uma etapa de vida da minha filha. Era o cão dela, viveu ainda em Lisboa, enriqueceu-a com histórias divertidas e muitas situações daquelas que sempre recordamos com saudade.
Tenho saudades do Vodka! É que eu gostava mais do Vodka do que de muita gente. Muita mesmo!!! E ele era melhor do que muitíssima gente. Era mesmo!!
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