domingo, outubro 21, 2007

A ideia foi do meu avô. Uma homenagem aos homens da terra, a estátua de um semeador. A polémica foi muita, ele lutou até ao fim e a estátua apareceu. Já colocada, o meu avô chamar-lhe-ia "um risível boneco".
Agora, 47 anos mais tarde, (a estátua é exactamente da minha idade!), o Bentes Bravo contou-lhe a história feita de histórias, tornou-a estatueta de bronze, recuperou-a um pouco do lugar triste a que foi condenada. Eu acho que, ainda que um risível boneco, o Semeador tornou-se de Portalegre. Eu gosto dele. Gosto dos safões de mármore, das mãos calejadas, das veias salientes.
Hoje, olho o Semeador e apetece-me pedir-lhe que me ensine como se semeiam ideias, como se regam sonhos, como se adubam sentires...
Agora, 47 anos mais tarde, (a estátua é exactamente da minha idade!), o Bentes Bravo contou-lhe a história feita de histórias, tornou-a estatueta de bronze, recuperou-a um pouco do lugar triste a que foi condenada. Eu acho que, ainda que um risível boneco, o Semeador tornou-se de Portalegre. Eu gosto dele. Gosto dos safões de mármore, das mãos calejadas, das veias salientes.
Hoje, olho o Semeador e apetece-me pedir-lhe que me ensine como se semeiam ideias, como se regam sonhos, como se adubam sentires...
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