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quinta-feira, outubro 11, 2007

Sol teimoso, fora de prazo, a entrar pela janela. Miúdas de top, eles de T-shirt, livros nas mesas, mochilas coloridas, olhares brilhantes e curiosos.
Era o Dia Europeu Contra a Pena de Morte!
E eu, a propósito de António Vieira, da humanidade e da sua mania de se manter igual, da preocupação de ligar as aprendizagens à vida real, a moderar o debate proposto: - Pena de Morte, a humilhação da Humanidade!
Para minha surpresa, e revolta também, os miúdos, os jovens de 17 e 18 anos, a defenderem o indefensável. Porque quem mata deve morrer, porque há gente que não merece viver, porque a sociedade não deve pagar a vida de criminosos. Afirmavam, convictos. E propunham torturas terríveis, exageravam as penas, defendiam a morte. Intervim. Protestei, expliquei, falei de seres humanos, da Vida como direito primeiro, de respeito, de oportunidades, de diferenças entre humanos e animais. Depois, pedi um texto. Uma reflexão pessoal.
Agora, noite já, dia seguinte, acabei de corrigir... estou angustiada e apavorada! O que está Portugal a fazer com a juventude? Que valores estamos a transmitir? Os meus meninos, miúdos coloridos e simpáticos, capazes de se comoverem com o filme Missão, defendem a tortura, a morte, a violência, o "olho por olho, dente por dente". E argumentam, e fundamentam o fundamentalismo que me choca.
Se a escola fosse a minha Escola, este seria um móbil de discussão e análise.
Estou a doer por dentro. Mesmo.

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