sábado, novembro 24, 2007
Saiu toda a minha gente. Noite de sábado, música no Centro de Artes do Espectáculo, foi tudo embora. Ficamos nós, o Buda e eu, ouvindo o vento, no quentinho da sala, sem sequer ligarmos o rádio porque não há Oceano Pacífico. Estive a corrigir os testes dos alunos, uma turma boa, daquelas especiais, bem feita para o sucesso, onde os meninos discutem as décimas e são catalogados de génios...Houve notas muito boas, quase 18!, e, já aliviada, vim procurar-me. Sim, é aqui, no espaço fechado do ecran do meu computador, que muitas vezes me encontro. Vejo-me por dentro, como se fosse um espelho mágico e, quase sempre, não gosto do que vejo. Não gosto do cinzento desilusão que me veste a alma, do vermelho raiva que me tolhe o pensar, do verde baço de esperança perdida...
Aqui, também, estás sempre tu. Sabes ouvir, não respondes, aceitas as minhas fúrias e acolhes os meus devaneios. Pena não teres braços fortes para, agora, vires comigo para o quentinho da minha cama de bambu.
Um dia vou acabar com o meu blog. Hoje não é o dia.
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