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quarta-feira, novembro 21, 2007

Todos os dias me dizem muitas coisas. Coisas sem sentido, coisas sem importância, coisas de pensar, coisas de fazer, coisas de gostar, coisas de entreter, coisas de esquecer, coisas de duvidar, coisas de partilhar, coisas de discordar, coisas de irritar, coisas de condenar. E eu oiço-as todas dando-lhes, mais ou menos inconscientemente, o destino que merecem. Ou não. Não porque, às vezes, há coisas que se recusam a entrar na gaveta relativamente arrumada da minha alma e que ficam a moer, qual mosca sonora dentro dos meus pensares, chegando até, vezes demais..., a roçar os meus sentires.
Foi o que me aconteceu hoje! Disseram-me, um emissor que me não é indiferente porque lhe reconheço mérito (algo cada vez mais raro...) que eu ando com a pontaria avariada e que, em vez de apontar armas ao Ministério de Educação e áquele verme que um idiota fez ministra, devia esforçar-me por resolver as coisas no terreno. Fazendo bem, disseram-me. Entendi, na tal metalinguagem, que faço mal. E fiquei apreensiva. Porque eu tento fazer o melhor e, honestamente, ainda não vi um modelo que mais me convencesse! Eu não faço como fazia no início da minha carreira, ou sequer farei para a semana como fiz hoje!!!
Depois, se calhar buscando a minha própria tranquilidade... recordei ter ouvido também a expressão "Não vale a pena". Ah! Então fiquei aliviada. Porque eu acho, como F. Pessoa "Que tudo vale a pena/Se a alma não é pequena" e a minha alma é danada de imensa!!
Tem de valer a pena ter opinião, poder discordar, denunciar aquilo que nos incomoda, ofende, agride mesmo! Se assim não for, de que serve a Democracia???
Um dia, eu vou partir. Para longe. Para um país onde ninguém me diga mais que o sonho, a luta, a verdade não valem a pena...

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