quarta-feira, março 12, 2008
Acho que existe há milhões de anos. Li, sei lá já onde, que os incas o descobriram e lhe encontraram até poderes curativos. Eu descobri-o também, num tempo sem memória, e sou apaixonada por ele: Adoro chocolate! De todos tipos, com e sem recheio, com e sem amêndoas, de todas as cores também. De entre todos, no entanto, prefiro o negro forte. Intenso, escuro e másculo! Quando, muitas vezes, estou sozinha à noite, na cumplicidade e protecção da minha salinha, espreitando a Sé lá em baixo, trago chocolate para junto de mim e adoço memórias, engano mágoas, tempero sonhos... Tenho até uma música de eleição, cantada pela Marisa Monte, que se chama chocolate! Oiço-a muitas vezes, cantarolando-a mesmo porque aqui ninguém me ouve.
Hoje, deu-me para o chocolate. Porque, se calhar, sabe-me a vida a amargo. A azedo, também. Porque sinto, e compreendo, porque não só os sentires interferem, que estou a falhar a vida, a incumprir sonhos, a ignorar as estradas certas. Olho-me e pergunto-me porquê. Não encontro respostas mas constato justificações: - Olho a profissão e mergulho na mágoa funda. Desilusão também, sofrimento ainda. Não me convence a abertura anunciada pelo Ministério da Educação, não me seduzem os adiamentos anunciados, irrita-me o ar de condescendência assumido. Sabe-me a chupa-chupa de feira, feito de algodão rosa, dissolvendo-se num instante na boca sem dar prazer algum! A chocolate do bom, do melhor mesmo, do belga (o meu preferido) saber-me-ia a notícia de que iam ser extintos os titulares e se ia recomeçar o processo do início, com justiça, com rigor, sem contabilizar apenas sete dos mais de vinte anos de carreira que tenho…
Hoje, deu-me para o chocolate. Porque, se calhar, sabe-me a vida a amargo. A azedo, também. Porque sinto, e compreendo, porque não só os sentires interferem, que estou a falhar a vida, a incumprir sonhos, a ignorar as estradas certas. Olho-me e pergunto-me porquê. Não encontro respostas mas constato justificações: - Olho a profissão e mergulho na mágoa funda. Desilusão também, sofrimento ainda. Não me convence a abertura anunciada pelo Ministério da Educação, não me seduzem os adiamentos anunciados, irrita-me o ar de condescendência assumido. Sabe-me a chupa-chupa de feira, feito de algodão rosa, dissolvendo-se num instante na boca sem dar prazer algum! A chocolate do bom, do melhor mesmo, do belga (o meu preferido) saber-me-ia a notícia de que iam ser extintos os titulares e se ia recomeçar o processo do início, com justiça, com rigor, sem contabilizar apenas sete dos mais de vinte anos de carreira que tenho…
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