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domingo, março 30, 2008

Cada vez custa mais voltar. Reencontrar a vidinha, diminutivo oco e real, feita de faz-de-conta, tecida de saudade e mágoa. Estar longe é como fazer um intervalo na existência, reinventar o sentido das coisas, redescobrir essências perdidas. Ou gastas.
Sim, a vida gasta-se. Corrói-se em convivências cansativas, momentos desnecessários, ocupações ineficazes, sonhos por cumprir e saudades IMENSAS a fazer doer. Longe, na neve, parecia que tudo estava certo: - o frio, o branco fofo, as descidas rápidas, as gargalhadas, as comidas espanholas até! Mas, sei lá porquê, é obrigatório viver de acordo com regras que não entendo, de que não gosto, e por isso amanhã lá vou, sorriso plástico, dizer bom dia, que sim foram boas as férias, que claro que acho incrível a violência na escola Carolina Michaelis... E nem acho! Acho, apenas, que é um reflexo natural da imagem péssima e pungente que a sociedade dá aos jovens sobre os professores. Amanhã vou fingir que sim, que acho escandaloso. Vou dizer que sim a tudo, porque o não cansa. E eu estou cansada demais...

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