quinta-feira, março 06, 2008
Se Uderzo e Gosciny conhecessem Portugal, decerto ouviríamos Astérix exclamar:”Estes Portugueses são loucos!”… Mas, para azar nosso, a loucura vai muito para além da crítica bem humorada da banda desenhada.
O novo estatuto do aluno, suspenso (parece…) até ao próximo ano, é um amontoado de barbaridades! Primeiro, não se distinguem faltas justificadas de injustificadas (tanto faz um aluno ser operado de urgência ao apêndice como passar oito dias nos cafés e no passeio); depois, prevê provas de recuperação (uma prova recupera ou avalia??); a seguir, as medidas disciplinares implicam ouvir o aluno em “autos” (serão depois queimados em autos de fé? Ou santificados pela bu(r)rocracia?) E etc. Etc. numa imensidão de erros educativos e pedagógicos que, de certeza, só contribuirão para piorar o ensino, incrementar o facilitismo e formar cidadãos irresponsáveis, ignorantes e acríticos. De positivo, este novo estatuto parece só ter um aspecto, decerto o que satisfaz o governo…: as estatísticas! Vai acabar o absentismo! Pois se as faltas não importam!! Vão melhorar as estatísticas do abandono, também. Mas as pessoas não são apenas estatísticas!! Vai contribuir para a má formação da pessoa que é cada aluno!
Estamos a formar cidadãos inaptos, irresponsáveis e incompetentes! Mas vamos ter professores exímios em estudos estatísticos, preenchimento de grelhas e hipocrisia!! Em Portugal, se o aluno tem negativa, quem chumba é o professor. Que raiva!!!
Sem dúvida, no processo educativo os alunos têm de ser implicados de forma activa e responsável. Têm de trabalhar, de cumprir regras e normas, de se esforçar, de estudar! Um aluno que nada faça nunca vai aprender, por melhor que seja o professor e independentemente do número e tipo de grelhas e estudos estatístico que se fizerem. O aluno não é o desgraçadinho a quem o professor desculpa e para quem o professor faz malabarismos! Não! O aluno é uma pessoa (insisto!) a aprender a ser adulto, a adquirir conhecimentos, a desenvolver competências várias. Um estatuto do aluno como o que está suspenso, só faz sentido a par de um sistema de avaliação como o que não está (ainda) suspenso. Os dois deviam ser mortos e enterrados bem fundo! A bem de Portugal!
O novo estatuto do aluno, suspenso (parece…) até ao próximo ano, é um amontoado de barbaridades! Primeiro, não se distinguem faltas justificadas de injustificadas (tanto faz um aluno ser operado de urgência ao apêndice como passar oito dias nos cafés e no passeio); depois, prevê provas de recuperação (uma prova recupera ou avalia??); a seguir, as medidas disciplinares implicam ouvir o aluno em “autos” (serão depois queimados em autos de fé? Ou santificados pela bu(r)rocracia?) E etc. Etc. numa imensidão de erros educativos e pedagógicos que, de certeza, só contribuirão para piorar o ensino, incrementar o facilitismo e formar cidadãos irresponsáveis, ignorantes e acríticos. De positivo, este novo estatuto parece só ter um aspecto, decerto o que satisfaz o governo…: as estatísticas! Vai acabar o absentismo! Pois se as faltas não importam!! Vão melhorar as estatísticas do abandono, também. Mas as pessoas não são apenas estatísticas!! Vai contribuir para a má formação da pessoa que é cada aluno!
Estamos a formar cidadãos inaptos, irresponsáveis e incompetentes! Mas vamos ter professores exímios em estudos estatísticos, preenchimento de grelhas e hipocrisia!! Em Portugal, se o aluno tem negativa, quem chumba é o professor. Que raiva!!!
Sem dúvida, no processo educativo os alunos têm de ser implicados de forma activa e responsável. Têm de trabalhar, de cumprir regras e normas, de se esforçar, de estudar! Um aluno que nada faça nunca vai aprender, por melhor que seja o professor e independentemente do número e tipo de grelhas e estudos estatístico que se fizerem. O aluno não é o desgraçadinho a quem o professor desculpa e para quem o professor faz malabarismos! Não! O aluno é uma pessoa (insisto!) a aprender a ser adulto, a adquirir conhecimentos, a desenvolver competências várias. Um estatuto do aluno como o que está suspenso, só faz sentido a par de um sistema de avaliação como o que não está (ainda) suspenso. Os dois deviam ser mortos e enterrados bem fundo! A bem de Portugal!
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