domingo, abril 27, 2008
Ouvi, num qualquer intervalo noticioso da minha RFM, dizerem que o senhor Presidente da República tinha ficado muito surpreendido, e preocupado, com o número, elevadíssimo (86%??) de jovens que não se interessa por política. Estranhei o espanto; a preocupação nem tanto. Então o senhor Presidente não conhece o país que integra? Não tem noção de que mais de metade da população, só para ser optimista…, não tem nenhum respeito pela maioria dos políticos e, consequentemente, nenhum interesse pela política? Não acredito! Eu considero o Dr. Cavaco Silva um homem informado e sensato, penso que tem desempenhado muito bem o cargo para que foi eleito e, de verdade, não acredito que não soubesse do efectivo divórcio entre os jovens e a política. Talvez, penso, os números, o Dr. Cavaco é um homem de números, o tenham despertado e, se foi isso, ainda bem! Ainda bem porque, acho eu, é fundamental que os jovens (os não jovens também, mas ficará para outra hora) se interessem pela política, se preocupem com o mundo que integram, participem e actuem de forma construtiva! É incrível que, num país que há pouco mais de 30 anos vivia numa ditadura, não tenha havido a preocupação de ensinar a democracia, de formar jovens conscientes e responsáveis politicamente. Parte da responsabilidade deveria ter cabido ao Ministério da Educação. Mas, desse lado há muitos, longos e penosos anos que nada de bom surge! Limitaram a formação política dos jovens a concursos, de adesão voluntária e recaindo sempre em trabalho extra-curricular, e nunca foram capazes de olhar com verdade e eficácia para a nobreza a que obriga a política. (Deve ser por isso que temos os políticos que temos. Há excepções. Poucas… mas há.)
A nossa escola portuguesa, essa mesma que tão preocupada está em avaliar professores de forma acéfala, não soube, nem sabe, formar cidadãos politicamente conscientes. Esta escola, já escrevi isto tantas vezes…, não serve! Não responde às necessidades da actualidade, não é efectivamente moderna, não olha o indivíduo como um todo, não premeia a criatividade, não forma cidadãos críticos. A escola portuguesa, embora com computadores nas salas de aula, professores a preencherem grelhas e clima de suspeição em crescendo, não é uma escola do séc.XXI. Porque, nesta escola, os jovens reproduzem, imitam, parafraseiam. Esta escola não é da mudança para um mundo melhor mas, antes e ainda, a da reprodução de um mundo em decadência!
O Dr. Cavaco Silva quer que os jovens se interessem por política. Será bom que oiça quem sabe dizer como. Será bom que não desista da ideia de tentar (tentar…) levar o actual governo a modificar completamente a sua política educativa!
A nossa escola portuguesa, essa mesma que tão preocupada está em avaliar professores de forma acéfala, não soube, nem sabe, formar cidadãos politicamente conscientes. Esta escola, já escrevi isto tantas vezes…, não serve! Não responde às necessidades da actualidade, não é efectivamente moderna, não olha o indivíduo como um todo, não premeia a criatividade, não forma cidadãos críticos. A escola portuguesa, embora com computadores nas salas de aula, professores a preencherem grelhas e clima de suspeição em crescendo, não é uma escola do séc.XXI. Porque, nesta escola, os jovens reproduzem, imitam, parafraseiam. Esta escola não é da mudança para um mundo melhor mas, antes e ainda, a da reprodução de um mundo em decadência!
O Dr. Cavaco Silva quer que os jovens se interessem por política. Será bom que oiça quem sabe dizer como. Será bom que não desista da ideia de tentar (tentar…) levar o actual governo a modificar completamente a sua política educativa!
E eu queria ouvir o Dr. Cavaco defender uma escola nova! Feita de descoberta de saberes, de construção efectiva de seres! Se eu pudesse falar com o Dr. Cavaco, havia de lhe contar umas coisas que eu sei...
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