sábado, maio 24, 2008
É o meu dia preferido, o sábado. Com chuva ou com sol, sabe-me bem a ida ao Mercado, o sorriso da Dulce e do Joaquim Magno temperando as boleimas especiais da minha terra, as flores compradas com o pé curto, eu sei, corto por aqui para a jarra do cemitério, as hortaliças na banca do lado, então a menina hoje não veio? pode levar as cenouras grandes que garanto que não têm pau, não quer cerejas hoje? São das nossas. Depois a bica. Muitos rostos conhecidos, alguns amigos também, as cumplicidades que me fazem sentir-me elemento num espaço com sentido. Lá estão os habituais leitores dos imensos semanários, um olho nos textos, outro em quem entra e sai, comentários da crise. A de sempre. Surgem também os que partiram, trabalham longe, voltam nos sábados e encontram raízes. As manhãs de sábado são, para mim, tempos de antes de ser do que existir, e por isso as faço compridas.
Depois vêm as tardes e a noite intensa e pesada chega depressa de mais...
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