quinta-feira, junho 12, 2008
Noite de Santo António, arraiais, fogueiras e sardinhas. A cidade mexe, vejo o fumo de longe, cheira a sardinha assada no meu quintal. Dantes, quando a vida era par, ia aos arraiais e fartava-me de dançar! Lembro-me de chegar a casa com o primeiro sol da manhã e os pés doridos.
Hoje, fui espreitar o arraial do Internato dos Rapazes, de Stº. António também. Um pai e um filho, um castigando teclas outro zunindo uma pandeireta, tentavam animar. Entre aperta com ela, foi atrás da igreja, só eu sei porque não fico em casa e o raspa, tentavam fazer todos dançar. Deplorável, o espectáculo. Miserável o espaço, gentinha foleira, tristeza mascarada qual mulher de rua mal maquilhada.
Não comi sardinhas, nem gosto.... De repente, entrou-me uma nostalgia estranha, uma saudade dorida, uma tristeza perante aquele bocadinho reles de Portugal e vim embora. Deixei o grupo, recusei a sangria e vim para o meu espaço. De duche tomado e coração escurecido, vou enfiar-me na cama tentando trancar a porta aos sentires...
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