sexta-feira, julho 18, 2008
Até que enfim, chegaram as minhas férias! Até que enfim, chegou o tempo de ignorar o quotidiano, mandar às urtigas o tempo e fazer aquilo que me apetece. Bom, que me apetece e que é possível porque, muitas vezes (vezes demais) não é possível fazer o que tenho de facto vontade. Mas tenho sempre a hipótese de sonhar, de fugir ao real e navegar no sonho tecendo possíveis que sei impossíveis… Este ano de 2008 tem sido terrível. Dos piores que tenho atravessado! Tudo, ou quase, correu mal, desde a porcaria do governo do meu país, às barbaridades que enfrentei na Escola, ao calor excessivo, tudo tem sido doloroso. Por isso, ou se calhar por coisa nenhuma, ou se calhar apenas porque este é o espaço onde o apetece-me pode acontecer, apetece-me falar de sonhos. Dos meus sonhos bons. Daqueles que oriento mesmo acordada, daqueles que nada têm que ver com os pesadelos que me despertam para insónias dolorosas.
Eu tenho muitos sonhos! Sonho com a derrota do PS nas próximas eleições. Vejo o governo a mudar, respiro de alívio, sonho que os portugueses recuperam poder de compra, redescobrem o sorriso e voltam a acreditar que vale a pena viver em Portugal. Sonho que o primeiro-ministro já não é um menino de ouro, mas um homem de verdade, lutador, realista, com soluções reais para ajudar o meu país a sair do lamaçal em que se encontra. Sonho que a Ministra da Educação e a sua equipa desapareceram e que a pasta da Educação foi entregue a gente inteligente, conhecedora e preocupada com o sucesso efectivo e real dos jovens do meu país. Sonho também, muitas vezes, que a minha cidade conseguiu atrair investidores, que o emprego cresce, que os sorrisos voltam, que a má-língua do bota-abaixo perde sentido. Sonho, ainda com mais frequência, que os homens se entendem. Imagino-os a reaprender o hábito de conversar, a lembrarem-se das longas conversas de Sócrates, de Platão, e a compreenderem que o dom de falar, o poder de conversar, é um benefício que deve ser aproveitado!
Eu tenho muitos sonhos! Sonho com a derrota do PS nas próximas eleições. Vejo o governo a mudar, respiro de alívio, sonho que os portugueses recuperam poder de compra, redescobrem o sorriso e voltam a acreditar que vale a pena viver em Portugal. Sonho que o primeiro-ministro já não é um menino de ouro, mas um homem de verdade, lutador, realista, com soluções reais para ajudar o meu país a sair do lamaçal em que se encontra. Sonho que a Ministra da Educação e a sua equipa desapareceram e que a pasta da Educação foi entregue a gente inteligente, conhecedora e preocupada com o sucesso efectivo e real dos jovens do meu país. Sonho também, muitas vezes, que a minha cidade conseguiu atrair investidores, que o emprego cresce, que os sorrisos voltam, que a má-língua do bota-abaixo perde sentido. Sonho, ainda com mais frequência, que os homens se entendem. Imagino-os a reaprender o hábito de conversar, a lembrarem-se das longas conversas de Sócrates, de Platão, e a compreenderem que o dom de falar, o poder de conversar, é um benefício que deve ser aproveitado!
Nas férias, junto ao mar, sobretudo no finalzinho do dia, quando fico tentando descobrir o ponto verde no mar, sonho que o Amor voltou. Que despiu a forma difícil dos poetas, que surge cheio de alegria e de realizações, vestido de chocolate, cheirando a maresia e coberto de Verdade. Então, quero-o mesmo para mim e conto-lhe, nas conversas mudas que ele entende, da minha solidão que dói, da revolta, da mágoa, da saudade e do desejo que o mar salga até fazer doer. Ao sonho, conto sentires inenarráveis, ousadias inconfessáveis e desejos reprimidos.
Sonho ainda com a sorte. Com essa mesmo que permite que não haja doenças, que a morte passe bem longe, que os desentendimentos não surjam.
Em férias, é assim. Há tempo para olhar o sonho e carregar as baterias da emoção e recuperar vontades. Estas férias, junto ao mar, vou ainda aproveitar para fazer uma cova funda, muito funda, funda mesmo, tão funda que possa chegar ao coração do mundo, e gritar lá para dentro a urgência de recuperar o essencial da Pessoa Humana. Depois, não vou tapar o buraco porque quero que chegue longe, bem longe, o meu desejo real de um mundo mais autêntico e verdadeiro!
Sonho ainda com a sorte. Com essa mesmo que permite que não haja doenças, que a morte passe bem longe, que os desentendimentos não surjam.
Em férias, é assim. Há tempo para olhar o sonho e carregar as baterias da emoção e recuperar vontades. Estas férias, junto ao mar, vou ainda aproveitar para fazer uma cova funda, muito funda, funda mesmo, tão funda que possa chegar ao coração do mundo, e gritar lá para dentro a urgência de recuperar o essencial da Pessoa Humana. Depois, não vou tapar o buraco porque quero que chegue longe, bem longe, o meu desejo real de um mundo mais autêntico e verdadeiro!
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