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quarta-feira, julho 30, 2008



Há lugar para dois. Eles sentam-se, tête-à-tête frente ao mar, e desfiam a vida construindo amanhãs. Tudo pode ser real, possível, porque o oceano é imenso, o silêncio quase total e a brisa, cheirosa e intensa, faz voar os cabelos que ela deixou soltos e húmidos. Voam gaivotas, por ali, e eles olham-nas, sem vontade de voar, desejando antes criar raízes no lugar mágico que serve para os dois. Não há bica, nem tremoços, nem sequer pastéis de nata estaladiços a escorrer. Mas há conversas gostosas, húmidas também, tecidas com a certeza do não ser e, por isso, muito mais leves e ousadas.

Às vezes, acontece assim.


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