segunda-feira, agosto 25, 2008
Mais uma morte, mais um desaparecimento nas memórias da minha infância. A tia Leta, muito Tia sempre..., cheia de cremes pegajosos e muito chic para a minha compreensão então infantil, já não existe. Fui à cerimónia fúnebre e surpreendi-me! Assisti a um serviço religioso intenso, calmo, cheio de música suave, de palavras ditas pelos meus primos, netos da avó Leta, com segurança e intensidade. Senti-me bem ali, na Basílica da Estrela, lembrando o passado, revendo momentos e não resistindo a pensar que um dia serei eu. E gostaria que também os meus netos dissessem coisas de gostar!! Gostaria que a morte chegasse sem espavento, com um adeus doce e a certeza de não roubar a quem fica as memórias que, acho eu, tecem a verdadeira humanidade...
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