domingo, setembro 14, 2008

Gosto da praia assim, vazia de gente, de faz de conta e vaidades. Gosto do silêncio e da calma, do mar a enrolar devagarinho, do espaço para sonhar. Aliás, eu gosto de tudo o que não tenha gente. Isso, detesto gente com a mesma força com que adoro pessoas. Gente é aquela mistura sem forma nem sentido, massa homogénea de nada e de coisa nenhuma com muita repetição. Repetição de modelos, de normas, de shows de muito má qualidade e excessiva maquilhagem. Gente encontro por aí. Demais.
Pessoas são únicas. São seres singulares, com alma ainda, capazes de partilhar silêncios e construir as cumplicidades de que eu tanto preciso.
Quando a praia fica assim, sozinha, vêm-me à memória pessoas e gostares. Vêm saudades, sonhos, desejos, petiscos, momentos, ousadias que é melhor nem contar...