quinta-feira, setembro 25, 2008
A Ilha do Sal, as mornas, o vento uivado, o hotel de grandes janelas sobre um mar pintado de mil cores dos muitos barcos de pesca. Música. E mulheres que dançam andando, dançam nos braços dos homens, bamboleiam como as traineiras que chegam carregadas de bom peixe, de marisco irresistível. Eu ali. Vendo. Sentada na praia quente, chapéu de grandes abas, vivendo as saudades intensas de um amor forte como o vento, quente como o sol, harmonioso como a paisagem, verdadeiro como nunca vivi. Ilha do Sal. Sem professores, sem invejazinhas, sem a estupidez colectiva que inundou este Portugal infeliz, seco, infértil e desistido. Porque aqui tudo e todos desistiram. Baixaram os braços, recolheram as velas das naus do sonho. Ilha do Sal. E o Amor a existir na poesia real daquele abraço forte, húmido, na cama larga com janela escancarada, com as mornas por companhia. Fiz as pazes com o romance.
Comments:
Mornas? Disse mornas? Desculpe mas…
Eu atrever-me-ia a chamar-lhe «quentes» ou, usando uma bruta e rude linguagem: autênticos fogareiros assando sardinhas numa tórrida noite de S. João!
ManuelFonseca
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Eu atrever-me-ia a chamar-lhe «quentes» ou, usando uma bruta e rude linguagem: autênticos fogareiros assando sardinhas numa tórrida noite de S. João!
ManuelFonseca
