terça-feira, setembro 09, 2008
O dia ainda não acordou. Está escuro lá fora, brilha só a luz da estrada, lá longe, talvez feliz por poder substituir o sol. Como tanta gente, afinal. Tanta gente que anda por aí, de luz alheia, desfilando, fingindo ser pessoa. A luz da lâmpada da estrada é amarela e gordurosa, não gosto dela, lembra-me o "cheiro enjoativo" da Lisboa de Cesário (sempre os meus autores), e engana a realidade do escuro da noite que a minha insónia faz comprida.
A luz da rua fica mais pequenina quando a manhã desperta, o sol se espreguiça, o céu acorda inteiro. Mas eu sinto que o dia real, de sol e calor, não elimina a noite densa que se vive no meu país, na minha rotina...
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