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domingo, setembro 07, 2008

Se houvesse pensos rápidos para as feridas de alma, para os cortes brutais que nos fazem as relações humanas, eu esgotaria rapidamente os stocks das farmácias... Voltei à rotina e reencontrei velhos ódios. Azedaram, com o calor do verão talvez, com a incapacidade de olhar os outros sem preconceitos e ideias feitas, com frustrações acumuladas que se tornam farpas para a humanidade próxima. Incomodam-me, porque violentamente injustos e escandalosamente estúpidos! Antes de começarem as aulas, já eu sinto um desejo dorido e intenso de fugir. Fugir de uma escola que não é a minha, de uma rotina ultrapassada que nada me diz, da desesperança que me estilhaça os sentires.
Mas, felizmente, há o outro lado de se ser professor...
Dia 10, lá volto eu a desarrumar a sala, a falar de sonhos, a brincar com os textos e a pôr os meus miúdos a fazer rodar nos dedos as palavras saborosas que lhes vão escorrendo da inteligência para os sentires. Vão voltar as ousadias. Os textos como o que tantos protestos gerou "quando eu era um hamburguer sem queijo". Com eles, tudo vale a pena.

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