domingo, setembro 28, 2008
Vento forte, intenso, ousado e másculo lá fora. Já tinha saudades dele, da força, da música das folhas que caem da minha nogueira, do restolhar intenso que me faz boa companhia. Gosto do tempo assim, agreste. Gosto da neve, do frio, da chuva que lava mesmo. Hoje, domingo comprido, desejava que este vento levasse para longe, bem longe, o governo deste Portugal oco e cansativo, feito de coisa nenhuma, irritante no premiar constante da vulgaridade e incompetência.
Cada dia que passa é uma farpa mais na minha consciência profissional... Seguem-se as desilusões, os choques com as barbaridades, o confronto com o poderio da velha escola que nada me diz! Queria que o vento soprasse forte pela forta principal e varresse as ideias velhas, as paranóias dos números e grelhas, deixando uma grande desordem de sentires, aprendizagens activas e sonhos reais nos longos corredores e nas cabeças de todos! Depois, o vento havia de sair dali, por uma das janelas enormes, e destruiria a nulidade a que alguns chamam formação de professores.
Comments:
A vida decorre em ciclos. E os Taoistas garantem que há períodos históricos em que nada é possível fazer porque os «homens inferiores estão em ascensão»! Nessas alturas nada deve ser empreendido.
E a folhas tantas recomendam mesmo: Enquanto espera o Homem Superior come, bebe e diverte-se!
ManuelFonseca
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E a folhas tantas recomendam mesmo: Enquanto espera o Homem Superior come, bebe e diverte-se!
ManuelFonseca
