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terça-feira, outubro 28, 2008

Amanhã, a esta hora, vou estar em Cambridge, desabafando as minhas angústias, espreitando os esquilos, ouvindo relatos de um país que faz sentido. Vou beber um café forte, numa caneca grande, e ficar conversando com as minhas meninas-mulheres coisas de sentires nossas, laços fortes que nos unem e tornam cúmplices reais de afectos e pensares. 6ª feira, vou lavar a alma a Londres. Vou andar no meio da multidão, espreitar lojas, almoçar uma pie no pub da minha eleição - o Swan - espreitando Hyde Park, rindo como se, simplesmente, Portugal não existisse. Saudades? vou ter, claro. Do Tango, do Buda, do Fred e da Ginja, dos meus cães, amigos leais e verdadeiros... Vou ter saudades, também, das saudades reais de alguns alunos amigos, de verdade, daqueles que sempre carrego na alma e que me fazem sangrar às vezes. Porque ainda não consigo ver os jovens encolher os ombros, desistir, aceitar. Porque não quero jovens como eu, a fazerem o que criticam por causa do miserável sustento mensal... Mas não quero, hoje, pensar nisso! Quero adormecer sonhando com o Tamisa sujo, com as loucuras de Piccadilly Circus, com as cores e o frio da Oxford Street, com os brinquedos da enorme loja onde (ainda...) me encanto, com o chocolate quente na Tea House junto ao rio, com os passeios a pé junto aos Colégios de Cambridge sonhando outra vida, outro espaço, um lugar onde ser professor não é vergonha!
Claro que 2ªfeira vou estar de volta à realidadezinha infeliz deste país insuportável. Mas hei-de vir melhor. Com resistências reforçadas...

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