segunda-feira, outubro 20, 2008


Chegar a Portugal é cada vez mais triste. Este país não tem nada, mas nada!, a ver com o mundo actual. Cheguei da Noruega cansada, é longe, um pouco triste - desiludida com alguns alunos (vítimas da porcaria nacional?) - mas com a alma carregada de encantos. Vi focas e, mais impressionante, vi baleias brincando no fiorde! Na Noruega, os professores são vistos como pessoas de bem, respeitados, considerados socialmente. As escolas funcionam das 8 e meia às 15e, depois, fica o dia para se viver, conviver, ler, passear, estudar, etc. É uma gestão inteligente, razoável, porque já compreenderam, há muito, que não é só na sala de aulas que se aprende. Na Noruega, o colega do lado não avalia, a treta de se votar nos colegas para desempenho de cargos, já era. Lá, há concursos para o desempenho de cargos, há respeito e rigor. Na Noruega, os alunos aprendem a pensar, a fazer - as competências que eu tanto defendo! - a ser pessoas.
Eu não queria viver na Noruega. Estranho o silêncio, a ordem, a frieza de alguns comportamentos. Mas eu queria que Portugal aprendesse alguma coisa (muita coisa!) com quem sabe mais e faz melhor.
Na Noruega passeei nos fiordes. Vi focas, surpreendi-me com a força bela da natureza, bebi da água fresca que corre sobre as escarpas.
Na Noruega, espreitei os Elfos e os Duendes e desejei tê-los em Portugal... Porque em Portugal, já não há lugar para o sonho!!
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