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sábado, outubro 04, 2008

Ela, a minha menina doutora, partiu cedo. De carro carregado, segura no amor pelo marido, foi com ele buscar uma vida nova, um rumo diferente num país que faz sentido. Durante dois anos, ou para sempre?, ficará por Cambridge, crescendo longe de mim, fazendo doer a saudade. Sei-a bem e, por isso, só mesmo a saudade incomoda. Vou lá depressa! Por agora, ficam as memórias, os temores, a solidão maior.
Por isso, também mas não só, fui sair, procurando a música, as minhas cumplicidades.
Cheguei agora a casa, com a alma carregada de música linda e bem tocada. Luísa Amaro na guitarra portuguesa, o Toy Eustáquio (meu colega dos tempos de liceu) no guitolão, e um ser esquisito, cabelos longos e barba desgrenhada, com um instrumento árabe (para mim uma pandereta gigante), absolutamente fantástico. Foi no Centro de Artes do Espectáculo da minha cidade, entre gente de cá a enganar a minha solidão. Senti, juro!, correr-me nas veias o mar português, a história de um país que chora o fado, que vagueia nos bairros velhos, que trata o Amor por tu. Valeu a pena o serão!
Agora, tenho tudo por fazer: - uma acta, os textos do jornal, as aulas para preparar, redacções para corrigir. Mas que importa? A noite é imensa...

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