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quarta-feira, outubro 22, 2008

Oiço o vento uivar lá fora. Tinha saudades da sua força! Gosto de o ouvir, faz-me companhia, provoca os meus sentires, desperta os meus desejos mais profundos e nem sempre adormecidos. Em conversa com o guardador de rebanhos, Caeiro diz-nos que o vento não é mais do que isso. Vento. E que não fala, não agita memórias, não conta de passado nem futuro.
Mas a mim, juro que conta! Trouxe-me há pouco presenças ausentes, passados perdidos, tempos nos quais as noites eram a dois e os medos se calavam nos corpos enleados. Hoje, este vento encontra-me na companhia do oceano pacífico, lembrando as baleias da Noruega, sentindo uma tristeza funda feita da ausência de resposta aos meus relatos de tantas vivências. Por isso, peço ao vento que traga de novo o abraço forte, a perna sobre a minha, a gargalhada quente e os beijos molhados que me fazem falta.

Comments:
Chove...
Mas que importa,
Se estou abrigado debaixo desta porta
A ouvir na chuva que cai do céu
Uma melodia de silêncio
Que ninguém entende
Senão eu!
...

MFonseca
 
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