segunda-feira, outubro 06, 2008
É sempre assim na segunda-feira, custa mais existir. Porque no fim-de-semana iludo a vida, prendo-me ao essencial, reparo nos castanheiros carregados, escovo os cães, converso no silêncio do meu computador com o meu-eu razoável e humano.
Nos fins-de-semana, não sou essa coisa horrorosa em que transformaram os professoras, não quero saber dos objectivos de uma avaliação certificada pela estupidez titulada. Nos fins-de-semana, a bica do mercado sabe-me bem, as hortaliças enchem de cor a minha cozinha, e os meus sentires, sempre exacerbados, sonham inconfessáveis tranquilizadores...
Na segunda-feira, tudo muda.
Hoje, é segunda-feira!
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