quinta-feira, novembro 06, 2008
Ainda bem que vieste. Sentia a tua falta, uma falta de fazer doer, de quebrar por dentro. Doía a tua ausência nas noites longas, no telefone mudo, no eco sem retorno, nas folhas que tristemente pisava no quintal. Que bom que voltaste! Trouxeste-me a confiança perdida, um pouco ao menos, acalmaste a minha revolta na quentura doce do teu corpo no meu. Senti-te chegar no ritmo da rumba, no passo novo, o fun, que já sei fazer sem me enganar!, e, felizmente, as minhas suspeitas estavam certas. Desta vez... Estavas em casa quando entrei, tinhas o lume aceso e o meu chocolate, aquele espesso que sempre temperas com o pau de canela e dois pingos de pimenta, fumegava na caneca de Siena. Lembras-te como foi giro escolhê-la, na lojinha de recordações junto à Piazza, cheirando o pó dos cavalos nas corridas? Bebi o chocolate molhando a canela nas memórias doces, tantas, e nem deixei que a minha - agora permanente - revolta se manifestasse. Foi bom ter-te de volta! Sabes-me bem. Tão bem, quase, como o chocolate com canela. Agora, não fujas de novo, por favor!, faz-me companhia esta noite, deita-te comigo e faz-te histórias de possíveis com o Oceano Pacífico a tocar baixinho. Sim, podes ousar também. Porque eu preciso que ao menos tu, sonho-sonhado, faças sentido na minha essência!
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