sábado, novembro 22, 2008
Fui à bica quente, ao Mercado da minha cidade, ao cemitério. Está muito frio, frio intenso e vítreo, e encontrei quebrada uma das jarras de barro que tenho no cemitério. Recolhi os cacos, enfiei tudo no lixo e surgiu-me Álvaro de Campos, A minha alma partiu-se como um vaso que a criada descuidada... A minha também. Mas eu resisto a fazer-lhe o mesmo que à jarra de barro do cemitério. Lixo, não! Vou recolhendo os cacos e, com cautela, tentando recompor-lhe a forma. Tarefa difícil, para quem, como eu, é tão desajeitado...
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