quinta-feira, novembro 06, 2008
Soma e segue a estupidez nacional. Sucedem-se as aberrações, progride-se na destruição do essencial, avança-se na concretização do buraco escuro em que este Portugal está a tornar-se. Chego a casa, agora, sempre de sentires estilhaçados, revolta magoada, lágrimas excessivamente independentes para o meu gosto... As minhas aulas, os momentos em que eu era eu-só-real-verdadeira, o espaço de descoberta, desafio e sonho, correm riscos sérios. Porque estou a entregar os pontos, a desistir, a sentir-me incapaz de continuar a luta pela verdade da educação e da aprendizagem!
Não quero esta Escola de ninguém, feita de repetições ocas de modelos de coisas nenhuma! Estou-me nas tintas para as estatísticas falsas, para os sucessos burocraticamente conseguidos! Quero de volta os tempos de partilhas, de saber-ser-saber-fazer, de ousadias, de espírito crítico, de afectos e paixões! Quero poder permitir aos meus alunos a paixão pela Arte da Escrita. Quero poder desafiá-los para o fazer diferente-exclusivo-individual.
Eu não gosto dos professores que querem ser patrões e são idiotas! Eu não acredito nas grelhas feitas de complexa estupidez!
Quero que as grelhas vão para os quintos dos infernos, ou para os sextos mesmos, e que quem as apoia arda no mesmo fogo! Eu quero desaparecer. Quero poder secar as lágrimas que me impedem de teclar livremento no meu blog...
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