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quarta-feira, dezembro 10, 2008

Aproxima-se o Natal, encolhe-se a minha alma. É um tempo difícil. Cheio de memórias, de mágoas, de tempos bons que não voltam mais. É tempo da solidão doer fundo, de constatar a inexistência de sentidos reais e efectivos, de mascarar com o fumo das velas a humidade que me inunda os olhos e embarga a voz. Tenho saudades a doer do meu Pai! Do tempo em que a Casa se enchia de gente, do serão comprido a desafinar canções de Natal. Tenho saudades das minhas filhas pequenas, do nervosismo da Filipa com medo do Menino Jesus, dos olhos arregalados da Joana tentando descobrir o trenó do Pai Natal que eu lhe indicava voando no céu. Tenho saudades, tantas!, do abraço mais terno e quente, da fusão sempre plena, que vivia na minha cama de bambu depois do nervosismo das prendas e com as minhas crianças sonhando com renas e trenós. O Natal faz-me doer. Este ano, faz doer MUITO... O Ano Novo, vai doer também. Dói existir. Que chatice.

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