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domingo, janeiro 04, 2009

Não bateu com a porta, não disse palavrões, não disse adeus sequer. Partiu apenas. Sem querer saber das promessas feitas, indiferente às expectativas criadas, virando costas às mágoas instaladas, partiu. Foi embora com a indiferença de saber a essência não cumprida, deixando outro a entrar, prenhe de promessas já ocas, feito de vazios sem sentido. Vi-o partir, eu que sou especialista em partidas e perdas, e fechei a porta com as voltas possíveis para que ele não voltasse. Tranquei-me por dentro e não tenho coragem de, já amanhã, ter de abrir a porta para entrar no novo tempo. Novo-velho. Oco ainda.

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